edição by Angela Glavam - fotos de Willian Aguiar João Caldas

Edição by Angela Glavam - fotos de Willian Aguiar João Caldas

 

 

Agenda 2008

 

O ano de 2008 ratificou o sucesso de "Às favas com os escrúpulos".

Desde a estréia, em 18 de  maio de 2007, em São Paulo, o espetáculo recebeu o aplauso caloroso de platéias sempre  lotadas, em todos os lugares nos quais foi apresentado.

Escrita por Juca de Oliveira e dirigida por Jô Soares, "Às favas com os escrúpulos"  trouxe Bibi Ferreira de volta à comédia, em grande estilo, comprovado pelos prêmios que recebeu:

prêmio APCR (A. P de Críticos de São Paulo), prêmio da Revista Veja São Paulo e prêmio da Revista Contigo, todos como "Melhor Atriz".

 

 

 

 

Revista Isto É

 

Em quase sete décadas de carreira, a grande dama do teatro Bibi Ferreira já deu vida a todo tipo de personagem. Interpretou grandesmitos da música, como as cantoras Edith Piaf e Amália Rodrigues, fez heroínas trágicas no estilo da favelada Joana de Gota d'água e protagonizou comédias musicais, como Hello, Dolly e My fair lady. Agora é com a brasileiríssima Lucila, mulher de um político corrupto que ao ser traída denuncia as falcatruas do marido, que Bibi arrebata as platéias em Às favas com os escrúpulos. Esse papel lhe rendeu o prêmio de melhor atriz da Associação Paulista de Críticos de Arte e o texto foi um presente de Juca de Oliveira na comemoração dos 85 anos da atriz. Para Bibi, que praticamente nasceu num palco (estreou involuntariamente aos 24 dias, como uma boneca numa peça do pai, o também ator Procópio Ferreira), atuar é como saborear jujubas, um de seus maneirismos de estrela.

 

Foto de Alexandre Sant'Anna

 

 

 

 

O Diário de Todos os Dias  News

Felipe Branco Cruz entrevista Bibi Ferreira

31 de maio de 2008

Entrevista que fiz para a edição especial do caderno de Variedades do Jornal da Tarde - São Paulo. Foram quase duas horas de entrevista e o texto abaixo foi editado para facilitar a leitura.

 

 

Bibi Ferreira completará 86 anos neste domingo (01/06/2008). E a festa de aniversário da filha de Procópio Ferreira não poderia ser em local mais adequado: o palco, com direito a bolo para uma platéia de 600 pessoas. Em cartaz há um ano, Bibi é a estrela da peça Às Favas com os Escrúpulos, que teve Adriane Galisteu no elenco. Diversos compromissos impediram Galisteu de continuar na peça. Entre eles, escrever um livro sobre as crises das mulheres de 30 anos. E foi sobre isso que fomos conversar com Bibi. A atriz recebeu a reportagem do JT pouco antes de entrar no palco em seu camarim e falou sobre sexo, solidão, vaidade e modernidade.

As crises que as mulheres passam quando chegam aos 30 anos são sempre as mesmas?
Depende de que século estamos falando. Porque a mulher de 30, há 60 ou 70 anos, já estava casada, repousada, organizada na sua vida amorosa, sexual e emocional. Claro que depois da revolução dos anos 60 a coisa foi tomando um vulto. Hoje, ela está ficando cada vez mais sozinha, não está se casando e não está pensando que daqui a pouco outras de 20 vão tomar o lugar.

Você passou por essa crise?
Me casei muito jovem, com vinte e poucos anos. Depois me separei e me casei novamente. Sempre estive casada. Só depois que morreu o Paulo Pontes é que não me casei mais e não tive mais nenhuma ligação. Depois de uma certa idade, realmente, a mulher não tem possibilidade nenhuma de se casar, a não ser que ela tenha uma sorte brutal. É muito difícil alguém que se interesse por uma mulher de muita idade.

Você completa 86 anos no dia 1º de junho. Que crises uma mulher da sua idade enfrenta?
O que não é muito bom quando se tem 86 anos é que não existe um homem que se aproxime. É a grande solidão. Mas eu compreendo bem que não pode. Eu já tive meus amores, meus maridos. Isso deixa uma grande saudade e a gente sente falta de um companheiro. As pessoas imaginam que você está só e, de certa forma, para algumas mentalidades, desprotegida.

É a crise dos 50, dos 60?
Certos casais vão até longa data juntos. São longevos e praticamente morrem juntos. São grandes companheiros. Não existe o fato de ter 70, 80 anos e não terem sexo. Eles têm sexo nessa idade. A libido existe e a vontade de fazer sexo também. E não tem jeito de resolver. Fica parado no ar.

O Viagra, por exemplo, ajuda a resolver alguns problemas…
Isso para o homem. Para mulher ainda não inventaram nada. Para elas deveriam inventar algo para acalmar e segurar a libido. Eu acho que está cada vez mais difícil a mulher, depois dos 30 – e eu estou falando porque eu tenho muita idade –, se adaptar a um companheiro.

Até hoje você usa salto 15 sempre que pode. Você é muito vaidosa?
(Risos) Eu tenho um problema de altura que eu preciso compensar com o salto. A vaidade é uma espécie de gene.

Quando a plástica vira paranóia?
Paranóia é quando começa a fazer uma por cima da outra. Se você acorda e vê você mesma no espelho e isso não agrada, a cirurgia estética é indicada.

Hoje em dia, as pessoas dão valor maior ao corpo?
Sim. Coisa que não se dava 50 ou 70 anos atrás porque a mulher se casava e esquecia do corpo. Ia envelhecendo e engordando junto com o marido. Mas hoje, não. A mulher se exibe muito e ela tem o exemplo dos próprios artistas. A mulher tem uma vida muito mais aberta do que tinha antigamente. Hoje em dia, a mulher custa para casar. Ela tem que estar o tempo todo dentro desta faixa do fashion.

E a vontade de ser mãe?
Aí complica tudo. Fica muita coisa junta que ela não vai atender. Mas são pouquíssimas as pessoas que não têm vontade de serem mães.

Existem certas coisas que a modernidade substituiu, como enviar uma carta?
Eu recebo cartas ainda. De fãs, porque eles sabem que eu não tenho computador na minha casa. Eu não tenho necessidade. Mando telegramas e funciono melhor com os Correios e Telégrafos. É tão gostoso você receber um telegrama. Mexe mais com você do que um e-mail.

Você não usa celular ?
Você talvez leve até um susto. Sou bastante moderna. Converso com as pessoas mais jovens de igual para igual e no entanto eu não tenho celular. Celular me cansa. Eu vejo as pessoas do meu lado que só atendem ao celular e acho insuportável.

O que molda o ator? Teatro? Tevê?
A tevê também. Ela tem atores fantástico que nunca pisaram no palco. Ator é bom em qualquer lugar. Ele é bom na tevê, é bom no cinema, é bom no teatro. Quando ele é bom, não faz diferença.

Que preconceito do passado os atores de hoje em dia não sofrem?
Minha própria história é um exemplo. Aos nove anos negaram minha matrícula em um colégio religioso só porque eu era filha de Procópio Ferreira. Filho de artista não entrava no colégio. Isso aconteceu há 77 anos. Hoje em dia você paga para o Gianecchini ir na sua festa de casamento ou de 15 anos da sua filha. Isso se o Gianecchini aceitar ir.

Como foi a estréia de Adriane Galisteu no palco?
Ela estreou sob minha direção. Eu queria uma atriz de nome e não consegui. Me disseram para experimentar a Galisteu. Gostava dela como apresentadora. É uma mulher elegante e eu precisava de alguém assim. O papel não era muito grande nem difícil. Fiz dois ensaios com ela para ver as qualidades teatrais, noções de palco e impostação de voz. Ela foi muito bem. Parece que nasceu no palco. Pode-se dizer que Adriane é uma artista nata. Nasceu atriz, só precisa de bons diretores.

Na peça percebemos o seu vigor no palco. Como chegar a tantos anos de carreira e de idade com esse vigor?
Vou completar 86 anos, faltam quatro para 90, 14 para cem. Mas eu não penso assim, porque eu não sinto peso de tanta idade. Eu sei que é muita idade. Soa mal ao ouvido 86 anos. Mas eu sou uma pessoa de muita saúde. Nunca fumei e bebo esporadicamente um champanhe com alguém. É melhor do que atender um celular. Eu levo uma vida simples. Essa peça tem 76 páginas de texto. São 70 páginas só minhas. Eu canto muito. Todo dia eu canto um concerto com 15 a 20 músicas e tenho que sabê-las de cor. São shows interpretando a Piaf e a Amália Rodrigues. Tudo isso é uma questão de ter gente boa que trabalha com você.

 

 

 

A agenda do espetáculo até o fim de 2008:

 

Santos (Teatro Coiliseu) - dias 4, 5 e 6 de julho


Ribeirão Preto (Teatro Pedro II) - dias 24, 25,26 e 27 de julho.


Belo Horizonte (T. SESI Minas) - dias 7,8,9 e 10 de agosto.


Brasília (Teatro Nacional) - dias 14,15,16 e 17 de agosto.


Goiânia (Teatro Rio Vermelho) - dias 23 e 24 de agosto.


Campo Grande (Teatro Glauce Rocha) - dias 28,29,30 e 31.


Angra dos Reis - Festival Internacional - setembro


Curitiba (Guairão) dias 12 e 13 de setembro

 

Rio de Janeiro (Teatro Clara Nunes) - de 25 de setembro a 15 de fevereiro de 2009.


 

 

 

 

 "Bibi canta Piaf" continua sendo o musical mais requisitado pelo público.

Nos intervalos da comédia, Bibi fez memoráveis apresentações do espetáculo musical:

 

Em agosto, apresentou "Bibi canta Piaf"  no SESC Vila Mariana, em São Paulo, nos dias 1º, 2 e 3.

 No dia 20, o mesmo espetáculo foi apresentado na Sala Villa-Lobos, Teatro Nacional Cláudio Santoro, acompanhada da Orquestra Filarmônica de Brasília e coral, comemorando  os 25 anos da montagem do espetáculo, exibido no Brasil e na Europa.

No dia da estréia, durante o ensaio, recebi um telefonema da assistente de Bibi, Neyde Galassi, que me permitiu ouvir um pequeno trecho de Milord - EMOCIONANTE!
God Save The Queen!

 

 

Visite a Comunidade Bibi Ferreira no Orkut: AQUI

Criada pelo talentoso ator e historiador Bernardo Schmidt a "Comunidade  Bibi Ferreira" disponibiliza   gravações de grandes espetáculos de Bibi  - uma preciosidade, já que todas estão fora de catálogo ou esgotadas há muitos anos.

O competente trabalho de pesquisa e  excelente texto de Bernardo Schmidt fazem da comunidade um ponto de visita imperdível!

 

 

 

 

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 Música: Castigo - Dolores Duran - interpretação de Bibi Ferreira (do cd "Brasileiro Profissão Esperança")

Imagem de abertura: edição by Angela Glavam - fotos de Willian Aguiar João Caldas

Todos os elementos que decoram esta página foram criados por Angela Glavam.

 

 

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