Foto de João Caldas

Edição by Angela Glavam - foto de João Caldas

 

 

 

Agenda 2009

 

 

   "Às favas com os escrúpulos" encantou o Rio de Janeiro.

 Desde a estréia, em 25 de  setembro de 2008, no Teatro Clara Nunes, a peça  recebeu o aplauso caloroso da platéia carioca, até sua última apresentação em 14 de fevereiro de 2009.

Escrita por Juca de Oliveira e dirigida por Jô Soares, "Às favas com os escrúpulos"  trouxe Bibi Ferreira de volta à comédia, em grande estilo, comprovado pelos prêmios que recebeu:

prêmio APCR (A. P de Críticos de São Paulo), prêmio da Revista Veja São Paulo e prêmio da Revista Contigo, todos como "Melhor Atriz".

 

 

 

Vídeo da entrevista  no programa Sem Censura Especial  - 30 de janeiro de 2009 - TV Brasil

Veja aqui

 

 


          


 
 

God save the Queen!

 

Foto: Deolinda Vilhena

       

Sexta, 27 de fevereiro de 2009, 08h51

Deolinda Vilhena
 Do Rio de Janeiro
 

 

A platéia que lotou o Teatro Serrador no dia 28 de fevereiro de 1941 - destaco aqui as presenças de Antonio Callado e Austregésilo de Athayde - assistiu ao nascimento de uma estrela: Bibi Ferreira. Com apenas 18 anos Bibi era lançada pelo pai, Procópio Ferreira, interpretando Mirandolina, na peça "La Locandiera", de Goldoni. Ovacionada pelo público e pela crítica carioca, que saudou sua estreia como "a aparição da maior revelação de atriz brasileira de todos os tempos".

68 anos depois Bibi continua em cena. Felizmente. Pois ainda não há substituta à altura. Temos atrizes maravilhosas, mas Bibi continua sendo um caso à parte. Perguntem a Fernanda Montenegro.

Ver uma atriz, dessa envergadura, comemorar 68 anos de carreira é motivo suficiente para uma grande festa, coisa que muito a desagradaria. Bibi é avessa à badalação. Mas, fosse ela francesa e certamente seria condecorada com a Légion d'Honneur, em seu mais alto grau, em cerimônia no Palais de l'Elysée. Fosse ela inglesa e certamente seria condecorada pela Rainha Elizabeth II com o título de DAME, em cerimônia no Buckingham Palace.

Mas, Bibi nasceu no Brasil - sorte nossa e azar o dela ' e essa data deve passar em brancas nuvens num país sem memória onde a comemoração máxima é o número de capas das Playboys da vida feita por uma das nossas muitas "atrizes"... Aposto com vocês que nossas Excelências - o Presidente da República, o Ministro da Cultura, o Governador do Estado do Rio de Janeiro, o Prefeito da Cidade Maravilhosa - Bibi é carioca da gema -, as Madames Secretárias de Cultura do Estado e do Município não vão tomar conhecimento dessa data.

Sorte minha. Hóspede de Bibi há alguns dias, escrevendo essa coluna na biblioteca de Procópio, terei o privilégio de passar a data com ela e caberá a mim a honra de talvez, quem sabe, convencê-la a sair para comemorar esse aniversário em alguma boa mesa dessa cidade, apostando todas as fichas no lado gourmet/gourmande da minha Bi.

Detalhe importante, como especialista em Bibi Ferreira graças, na teoria, ao meu título de Mestre em Artes Cênicas pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo fruto de uma dissertação intitulada "Bibi Ferreira, a trajetória solitária de uma atriz por seis décadas do teatro brasileiro" e na prática, por ter sido ao longo de quase 17 anos ora sua assessora de imprensa, ora administradora da sua companhia, ora sua produtora, ora sua secretária de frente, quando não era tudo ao mesmo tempo agora; discordo da data oficial da estreia de Bibi.

Para mim, sua verdadeira estreia aconteceu no Chile, quando ela tinha três anos, na companhia de Revista Espanhola Velasco, onde sua mãe, Aida Izquierdo, trabalhava como corista. Bibi participou de uma turnê por toda a América Latina, interpretando - vestida de pérola - ao final do espetáculo um pout-pourri da própria revista.

Mas sendo Bibi poderíamos decretar dois feriados nacionais, afinal, talentos como o dela são como animais em extinção, deveríamos preservar os que temos. Porque se a marola causada pela atual crise financeira é recente, a tsunami da falta de talentos e o culto das "celebrinutilidades" está na área há décadas...

Ainda que, como bem disse Macksen Luiz à época de "Piaf - A vida de uma estrela da canção", não se possa atribuir a força teatral de Bibi apenas a um talento brilhante, ela é sem sombra de dúvida uma atriz com uma preparação técnica que poucos atores brasileiros tem possibilidade de acumular.

Para os que não tiveram ainda a oportunidade de ver Bibi em cena deixo como dica o site criado por Angela Glavam,
http://www.bibi-piaf.com, no qual em breve estará disponível a agenda 2009 da nossa primeira atriz. Se "Às favas com os escrúpulos" passar pela sua cidade não perca, há cenas de Bibi impagáveis e imperdíveis...

Cercada pelos livros de Procópio, olho a tela do meu computador, enquanto ouço o barulho da sala de televisão, Bibi assiste um filme - cinéfila que é - sem saber das bobagens que escrevo sobre ela, sem saber também da curiosidade que me invade nesse momento, quando tudo o que quero é saber que surpresa ela nos prepara para daqui a dois anos? Afinal em 2011 ela comemora 70 anos de palco. Jubileu de Vinho...no caso dela, melhor seria de Champagne.




Deolinda Vilhena é jornalista, produtora, Doutora em Estudos teatrais pela Sorbonne, pós-doutoranda em Teatro na ECA/USP com bolsa da FAPESP.

Fale com Deolinda Vilhena:
deolindavilhena@terra.com.br
 

 

 

Ano da França no Brasil:

 Ouro Preto - Minas Gerais

 

Em 20 de abril, às 20:30hs, a cidade histórica será palco de um grande concerto: a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais e a Orquestra de Sopros de Nord Pas-de-Calais tocarão, respectivamente, os hinos nacionais do Brasil e da França, unindo-se, depois, para tocar o Bolero de Maurice Ravel.

No mesmo palco, a atriz e cantora Bibi Ferreira, acompanhada de sua banda, interpretará um repertório com os clássicos imortalizados pela cantora francesa Edith Piaf. O espetáculo acontecerá na Praça da Universidade Federal de Ouro Preto.

No dia 21 de abril, Bibi Ferreira canta La Marseillaise, o Hino Nacional da França, e Milton Nascimento canta o Hino do Estado.

As celebrações do ano da França no Brasil, em Ouro Preto, serão encerradas, no dia 21,

com a cerimônia oficial de entrega da Medalha da Inconfidência, na Praça Tiradentes,

para personalidades com reconhecidos trabalhos ligados à França.

Bibi Ferreira será uma das personalidades homenageadas.

 

Fonte: Agência de Notícias de Minas Gerais
 

 

  Bibi Ferreira emociona o público em Ouro Preto

Videos e fotos  AQUI

 

 

 

 Curta temporada

 

"Às favas com os escrúpulos" será apresentada no Teatro Municipal de Niterói, Rio de Janeiro, de 7 a 10 de maio.

De quinta a sábado, às 21hs e domingo, às 20 hs.

 

 

Palmas aplaude Bibi

 

"Às favas com os escrúpulos" foi apresentada no Teatro Fernanda Montenegro, em Palmas, Tocantins, nos dias 15 de maio, em sessão especial para convidados da prefeitura de Palmas e dias 16 e 17, para o grande público.

 A sessão especial do espetáculo aconteceu às 21 horas, no Teatro Fernanda Montenegro, com a presença de 500 convidados, entre autoridades, artistas e imprensa local.

O espetáculo figura entre as atrações comemorativas dos 20 anos da mais jovem capital do Brasil.

 

 

 

"Às favas com os escrúpulos" em Vitória

 

Nos dias 29, 30 e 31 de maio a peça será apresentada em Vitória, Espírito Santo.

 

 

 

 

 

Bibi Ferreira em Florianópolis - SC

 

 

Bibi Ferreira está em Florianópolis (minha terra) hospedada num local paradisíaco - um resort na belíssima praia do Santinho.
Segundo ela, está cercada por uma mar azul fantástico e o cenário é deslumbrante.


Bibi adianta que terá uma placa em sua homenagem no Teatro Pedro Ivo, onde se apresenta a partir de hoje, 5 de junho, e receberá a comenda Anita Garibaldi, do Governador do Estado.


Santa Catarina ama Bibi Ferreira e o espetáculo será maravilhoso!

 

 

 

A vida e a obra de uma diva  -  Juliana Wosgraus

 Leia a entrevista AQUI

 

Medalha Anita Garibaldi para Bibi Ferreira

Leia e veja as fotos  AQUI

 

 

Bibi Ferreira reencontra "o público mais entusiasmado do Brasil"

Dias 18, 19 e 20 de junho, no Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre - RS.

 

 

Zero Hora — Você (tratar o mito Bibi com essa intimidade não é fácil...) poderia falar um pouco sobre Às Favas com os Escrúpulos?
 

Roger Lerina | roger.lerina@zerohora.com.br

 

Ela já desconcerta de cara respondendo à saudação ao telefone: “Não precisa me chamar de senhora, chama de você”. Grande dama do teatro, então, nem pensar, Bibi Ferreira? Aos 87 anos — completados na quarta-feira passada — a atriz, cantora e diretora continua sendo a mulher cheia de vitalidade e despachada de sempre. Às Favas com os Escrúpulos, em cartaz de amanhã a sábado no Teatro do Bourbon Country, marca o reencontro de Bibi com o que considera "o público mais entusiasmado do Brasil".
 

idade não é fácil...) poderia falar um pouco sobre Às Favas com os Escrúpulos?

Bibi Ferreira — Meu filho, eu não gosto desses tijolinhos de jornal que contam a história dos filmes e das peças, mas eu posso dizer pra você. A peça é o que vivemos hoje em dia no Brasil, é o que você quer ouvir e falar. Ela é tão cheia de gargalhadas que às vezes a plateia até se comunica com a gente. Eles dizem coisas no meio: "É isso mesmo!". Porque nós estamos falando coisas que o povo não pode falar porque não tem tribuna pra falar. E o teatro é uma tribuna. A peça é sempre interrompida com palmas nesta frase: "Quando os que mandam perdem a vergonha, os que obedecem perdem o respeito".

ZH — Por que você ficou tanto tempo sem atuar em uma peça ao lado de outros atores?

Bibi — Eu fiz Piaf, que ficou dois meses em cartaz aí no Theatro São Pedro com grande sucesso, e antes eu tinha feito Gota d’Água, a maior obra dramatúrgica do Brasil. Depois dessas duas coisas, você tem que tomar cuidado com o que vai fazer. Eu li milhões de peças, milhões de autores — não vou dizer o nome pra não tirar o emprego dos outros... Mas a mim, não me satisfazia. Até que o Juca me mandou a peça, escrita pra mim. Eu li e disse: "É essa aí!". A peça tinha tudo: era atual, engraçadíssima e meu papel era fantástico! A peça tem 76 páginas, só eu tenho 70!

ZH — Você está com mais algum projeto?

Bibi — De vez em quando eu também faço o Bibi Canta e Conta Piaf. Em julho, eu vou fazer durante o mês inteiro esse show no Teatro Maison de France, aqui no Rio. Mas isso não interessa pra Porto Alegre! O que interessa é saber que eu estou indo aí com a melhor comédia brasileira desde É..., de Millôr Fernandes (estreada em 1977).

ZH — A palavra aposentadoria, então, não consta do seu vocabulário.

Bibi — Por que, eu tô incomodando você?

ZH — Não, absolutamente!

Bibi — Minha aposentadoria é muito pequena, não daria pra levar a vida que eu levo. Apesar que nem carro eu tenho... Mas a vida tá muito cara, não daria pra me sustentar sem trabalho.


 

 

 



Foto de Sophie Preveyraud - Direitos Reservados
 
 
 
 
Há 26 anos cantando Piaf
 
 
Foto de Sophie Preveyraud - Direitos Reservados

 
Bibi canta e conta Piaf
 
 
 

Mesmo os que não morrem de amores por Bibi Ferreira - acreditem, eles existem - sabem que quando ela canta Piaf não sobra para ninguém. Brincávamos muito nas coxias dos inúmeros teatros pelos quais passamos com Piaf, Bibi 1, Bibi 2, Bibi canta e conta Piaf, dizendo que ela havia sido a maneira que Edith Piaf encontrou para continuar a cantar. No nosso dia a dia de mambembe, Piaf era quase um "encosto". Bibi que não acredita em nada, apenas no resultado da bilheteria, ria das minhas bobagens...
Afirmo que Piaf é seu maior sucesso, ela nega, costuma dizer que foi "Senhora" de José de Alencar que ficou oito anos em cartaz...Piaf está há muito mais tempo. Verdade que foi peça, virou concerto, foi pocket show, tem mil e uma versões, mas há quase três décadas Bibi canta e canta Piaf. 

Costumo dizer que isso foi castigo. Para pagar a língua, porque na verdade, verdade mesmo ela gostava era da Judy Garland, em boa cinéfila e anglófona que sempre sonhou com os musicais hollywoodianos.
A saga Bibi-Piaf - idéia de Pedro Carlos Rovai, é bom sempre dar a César o que é de César - começou no Teatro Ginástico em maio de 1983 com a peça Piaf - A vida de uma estrela da canção. A necessidade de um subtítulo explica-se facilmente, Piaf era conhecida apenas pela elite intelectual brasileira, vinte anos após sua morte o grande público desconhecia sua existência.
Foram cinco anos em cena, mais de um milhão de espectadores - primeiro espetáculo brasileiro a alcançar essa marca - recorde de público em 55 cidades, seis meses de temporada em Portugal, no Cassino do Estoril, onde os recordes de bilheteria se sucediam noite após noite.
Na era dos concertos sinfônicos, Bibi 1 e Bibi 2, as canções de Piaf levavam o público ao delírio. Em 92, foi convidada pelo Consulado da França para reinaugurar a Praça Paris, no Rio de Janeiro, e para a ocasião criou Bibi canta e conta Piaf que reúne o principal do repertório de Piaf, e na época era alinhavado pela narrativa da vida da grande dama da canção francesa pela voz de Tadeu Aguiar.
Em fevereiro de 1995 convidada pelo Canecão para cobrir o buraco deixado na agenda por Roberto Carlos que trocava o palco de Botafogo pela Barra da Tijuca, Bibi convida Gracindo Júnior para duas semanas de temporada às vésperas do carnaval. Desta vez com direito a orquestra e produzido por essazinha que vos escreve.
Em 2003, ao completar 20 anos cantando Piaf, Bibi fez uma temporada no Teatro da Maison de France, onde gravou ao vivo para a Biscoito Fino um DVD.
Nada mais natural que em pleno Ano da França no Brasil ela volte ao palco do Maison de France para uma curtíssima temporada de Bibi canta e conta Piaf. Na minha modestíssima opinião, Bibi deveria ser oficialmente nomeada a Musa do Ano da França no Brasil, poucos nesse país fizeram e fazem tanto pela difusão da cultura francesa quanto ela. Ou vocês acham que foi por acaso que a convidaram para cantar La Marseillaise, o Hino Nacional da França, em Ouro Preto no dia 21 de abril data da abertura do Ano da França no Brasil?
Aliás, dia 14 de julho, quando se comemoram os 220 anos da Queda da Bastilha, data nacional da República Francesa, Bibi Ferreira do alto dos 87 anos estará em cena no Maison de France cantando Piaf e La Marseillaise, além do Chant des partisans...A França não encontrará melhor oportunidade para condecorá-la com a Légion d'honneur.
M. Ovtchinnikoff, M. Goisbault, M. Pouillieute, M. Mitterrand, M. Sarkozy, ainda está em tempo, é só um de vocês querer. C'est à vous!
Juro que vou fazer esse artigo chegar a cada um deles, e quem achar que eu tenho razão pode enviar uma mensagem para meu email no pé da página, juntos talvez consigamos sensibilizá-los.
Os que estão no Rio de Janeiro, ou os que escolheram o Rio como destino nas férias de julho, comprem imediatamente seus ingressos. Acompanho o sucesso de Bibi/Piaf desde maio de 1983, sou especialista no assunto, e se os deuses não resolverem me contrariar daqui a pouco não terá mais um único ingresso à venda.

 

Sexta, 26 de junho de 2009

Deolinda Vilhena
De Santos (SP)
 

 

 

"Bibi canta e conta Piaf"

 

O eterno sucesso "Bibi canta e conta Piaf"  volta ao Rio de Janeiro,

 no Teatro Maison de France: dias 7, 8, 14, 15, 21, 22, 28 e 29 de julho.

 

 

 

 

Bibi: de Chevalier a Commandeur.

 

Bibi Ferreira receberá a Comenda da Ordem das Artes e das Letras da República Francesa.

 Deolinda Vilhena, explica que na verdade Bibi já recebeu essa comenda em 1985, das mãos do então ministro da Cultura da França Jack Lang, como consta aqui no site.

Essa comenda , como quase todas, tem três níveis: Chevalier, Officier e Commandeur.

Bibi é Chevalier e vai ser promovida ao mais alto grau que é o de Commandeur.

Ela merece!

 

Veja o video da entrega da comenda  de "Commandeur des Arts"

e o emocionante agradecimento de Bibi: AQUI

 

Em julho de 2009

 

 

 

Prêmio APTR de Teatro

A terceira edição do Prêmio APTR aconteceu no dia 6 de julho, noTeatro Fashion Mall, Rio de Janeiro,  organizada pela Associação de Produtores de Teatro do Rio.

Indicada nas categorias "Melhor Atriz e "Conjunto da Obra", coube a Bibi Ferreira o prêmio de "Melhor Atriz",  por ''Às favas com os escrúpulos''.

 

 

A rede Sesc apresenta a oitava edição de seu festival de inverno em Petrópolis e Teresópolis. A extensa programação incluirá quatro musicais, entre eles "Bibi canta Piaf " -  dia 17 de julho no Quitandinha, em Petrópolis e dia 26 de julho, em Teresópolis, no Teatro Higino.

 

Veja o video AQUI

 

 

 

Em agosto é a vez da capital gaúcha , Porto Alegre, receber "Bibi canta e conta PIaf".

Dias 05 e 06 de agosto, quarta e quinta, às 21h, no Teatro do Bourbon Country.

Veja o video: AQUI

ve!

 

 

 

Jornal da Brasil – Índice – Caderno B

 

Anna Ramalho

 

My fair lady

 

Tinha 13 anos quando vi Bibi Ferreira no palco pela primeira vez. Foi num domingo muito especial, horário da matinê, no Teatro Carlos Gomes, para onde rumamos – a mana e eu – solenemente acompanhadas por mamãe, vovó (que não era muito desses programas, mas amava a Bibi e o Procópio) e, se não me engano, tia Neném. Só me lembro que saímos da Rua Dias da Rocha, em Copa, onde morávamos, para o teatro da Praça Tiradentes, a bordo de um daqueles velhos táxis pretos que ficavam em pontos determinados da cidade. Acho que era um Chevrolet. A sensação que guardo até hoje é a de que aquele – em tudo e por tudo – foi um grande dia do início da minha adolescência. Pela viagem de táxi, sempre uma excitação naqueles tempos, e pela glória de assistir a um musical daqueles, uma novidade tão grande e surpreendente para os meus jovens olhos, com atores tão maravilhosos (ao lado de Bibi, Paulo Autran, Sérgio Viotti, Elza Gomes, entre tantos outros) e contando aquela história deliciosa que ouvia pela primeira vez e que, para sempre, me marcaria e encantaria. Anos mais tarde, foi a vez do fascínio por Audrey Hepburn, aquela linda, que deu vida à Eliza Doolittle na versão cinematográfica by George Cukor. Deslumbrante, belíssima, elegante, mas sem o charme – e a garra – da Eliza Doolittle da nossa Bibi.

Quarta-feira passada, tendo ao lado minhas queridas amigas Gilda e Deolinda (esta uma autoridade em Bibi, no particular, e no teatro, de modo geral), fui rever Bibi canta Piaf, que assistira na estreia, no Teatro Ginástico, em 1983 – um ano depois da morte de minha mãe. E faço a ligação porque, todas as vezes que vejo Bibi em cena, me lembro da mamãe. Moderna, como já andei contando aqui neste espaço, e contrariando a moda da época, mamãe nunca me quis estudando no Sion. Dizia: "Filha minha não estuda num colégio que negou matrícula a Bibi Ferreira porque ela é filha de artista. Uma escola dessas é um desserviço à inteligência e à cultura, portanto não serve para educar minhas filhas." E foi assim que tomei o rumo do Santa Úrsula e fui a mais feliz das alunas naquele colégio que, na época, tinha um pacto fechado com a modernidade e com o ensino de alta qualidade.

Mamãe também era encantada com a qualidade do francês falado e cantado por Bibi (e pelo Jô Soares, mas isso já é outra conversa). Alfabetizada em francês, mamãe era rigorosíssima com a correta pronúncia da belíssima língua de Molière. E por isso me lembrei dela outra vez, quarta-feira, enquanto assistia Bibi cantando em francês, ou mesclando com timing único e grandes versões, as canções de Piaf em português.

O encantamento permanece em mim até agora, como permanece para todos os que lotam os teatros onde Bibi se apresenta. A Maison de France estava lotada, os dois andares do teatro, na quarta-feira, quando a diva maior da nossa cena se despediu da temporada. Em termos, né? Porque esta grande dama, elegantésima em sua roupa de Piaf com toques de Bibi (um casaco azul de mousseline sobre o vestido preto e grandes brincos de strass), 87 anos, ao terminar o espetáculo, aproveitou para anunciar que estará nos palcos do João Caetano, em agosto, em temporada popular de Às favas com os escrúpulos, a peça de Juca de Oliveira, que faz o maior sucesso.

Todo mundo lá, hein!

Bibi é mesmo um espanto. De vitalidade, de competência e de generosidade. Na noite de quarta-feira, assim que terminou o espetáculo, sem mostra de cansaço, abriu o camarim para receber os amigos, aos quais agradecia com a modéstia que já não mais se vê nesses tristes tempos das celebridades instantâneas. Todas com muito peito – de silicone, é claro – muita bunda, e muito pouco talento. E todas (quase, pra não cometer injustiças) um poço de pretensão, de “se achismo”, de antipatia. Não preciso desfiar nomes: basta ligar a televisão para ver muitas no ar.

No fundo, provocam pena. O que será delas quando a lei da gravidade começar a funcionar e peitos e bundas começarem a despencar? Nem o Retiro dos Artistas vai querer.

De alma lavada e coração leve, voltei pra casa cantando as canções de Piaf, lembrando da mamãe, da vovó e daquele dia, há tantos e tantos anos, em que pela primeira vez vi Bibi cantando "Eu dançaria assim, todas as noites, mais, até o sol raiar"...

Grande Bibi! Deus te proteja sempre.

Sábado, 01 de Agosto de 2009 - 00:00

 

 

 

 

"Bibi canta Piaf" de volta ao Rio de Janeiro

 

A temporada popular de "Bibi canta e conta Piaf", no Teatro João Caetano, foi um sucesso!

O espetáculo de encerramento, dia 27 de setembro, foi emocionante, segundo declarou a própria Bibi :

"Tive que me controlar para conter a emoção"

 

 

Leia a reportagem e veja trechos da entrevista   AQUI

 

 Bibi Ferreira Especial - Filme para a revista Cláudia -  by Cesar Nakae

Assista  AQUI

 

 

 

 Bibi recebe o Prêmio Cláudia 2009

 

 

O Prêmio Claudia, que homenageia as mulheres brasileiras que trabalham por um país mais justo, comemorou sua 14ª edição na Sala São Paulo, no dia 5 de outubro.

Bibi Ferreira , a homenageada da noite em reconhecimento a toda sua trajetória de vida, recebeu o prêmio hours - concours

das mão da atriz Cláudia Raia.

 

Revista Contigo:

 

 

 

18 de outubro:

Inicia a supervisão dos ensaios do musical  THEATRO MUSICAL BRASILEIRO

 

 

22 de outubro:

Inaugura oficialmente o Teatro Bradesco, na capital paulista, com as"batidas de  Molière".

 

 

 

24 de outubro:

 

Participa, como homenageada, da cerimônia que comemora os 90 anos do Colégio Anglo Americano, onde aprendeu a ler.

Na foto de Marcelo Borgongino, Bibi e um grupo de jovens alunas do Anglo.

 

 

4 de novembro:

 

Recebe, em Brasília, a maior honraria concedida pelo Tribunal de Contas da União, em reconhecimento à sua carreira: o "Grande Colar do Mérito" .

 “Foi uma comemoração digna e patriótica, me senti orgulhosa de ser brasileira”, disse Bibi.
 

 

 

7 de novembro:

Apresenta "Bibi canta e conta Piaf" em evento fechado, em Brasília.

 

 

11 e 12 de novembro:

 

 Acompanhada pela Orquestra Sinfônica, apresenta "Bibi canta e conta Piaf", no encerramento do Ano França/Brasil -  Hotel Nacional, Sala Villa Lobos, em Brasília.

 

 

Correio Brasiliense:

Em plena forma, Bibi Ferreira volta à cidade para cantar os clássicos de Edith Piaf

Leia AQUI

 

 

"Bibi canta  e conta Piaf"  no RioSul -  Rio de Janeiro

 

 

O espetáculo será apresentado de 27 de novembro a 19 de dezembro.

 

                                                                                   Foto de Hudson Pontes

 

 Veja mais   AQUI 

 

 

 

 

 

                                                                        Foto de AG Sued

 

Bibi Ferreira faz apresentação com Banda Sinfônica de Natal

 

Dia 23 de dezembro,  Bibi Ferreira apresentou "Bibi canta Piaf", encerrando a programação do "Natal em Natal", promovida pela Capitania das Artes.

 

O show aconteceu no Anfiteatro da UFRN e reuniu cerca de 20 mil pessoas. Bibi cantou
acompanhada  por 53 músicos da Banda Sinfônica da cidade de Natal.

Veja o video AQUI

 
 

 

Visite a Comunidade Bibi Ferreira no Orkut: AQUI

Criada pelo talentoso ator e historiador Bernardo Schmidt a "Comunidade  Bibi Ferreira" disponibiliza   gravações de grandes espetáculos de Bibi  - uma preciosidade, já que todas estão fora de catálogo ou esgotadas há muitos anos.

Blog: 

http://bernardoschmidt.blogspot.com/

O competente trabalho de pesquisa e  excelente texto de Bernardo Schmidt fazem do blog  um ponto de visita imperdível!

 

 

 

 

 

 

 

Home

Bibi Links

 

16/02/2013 16:23

 

 

Música: Castigo - Dolores Duran - interpretação de Bibi Ferreira (do cd "Brasileiro Profissão Esperança")

Imagem de abertura: edição by Angela Glavam -  João Caldas

Todos os elementos que decoram esta página foram criados por Angela Glavam.

 

 

Todo o material encontrado em "Bibi Ferreira e Edith Piaf" foi cedido, criado ou pesquisado  para uso restrito (e sem fins lucrativos) no site acima citado. É proibida a retirada ou reprodução de  qualquer material escrito ou fotografado, assim como de elementos gráficos concebidos com exclusividade para essas páginas. Todavia, se eventualmente for encontrado algum material que possa ser identificado por terceiros, daremos o crédito devido, mediante comunicado e apresentação das devidas provas.

Copyright © 2001 by bibi-piaf.com ® 

Todos os direitos reservados