Bibi Ferreira revela seu lar no Rio


Diva do teatro tem uma vista de tirar o fôlego

 


27/03/2014 | POR DÉBORA CHAVES; FOTOS VICENTE DE PAULO 

 

 



 

A visão da Baía de Guanabara com o Pão de Açúcar ao fundo e o Corcovado mais à direita foi decisiva para que Bibi Ferreira escolhesse o apartamento onde mora atualmente, no Morro da Viúva, bairro do Flamengo. Afinal, desde criança ela vive de frente para um dos mais conhecidos cartões-postais do Rio e, mesmo tendo trocado de endereço pelo menos cinco vezes no decorrer de seus 91 anos, nunca abriu mão da paisagem privilegiada do Flamengo e de Botafogo. “A casa, para mim, significa liberdade. É o lugar onde se está completamente à vontade, e a vista me passa essa sensação”, diz a atriz, diretora e cantora que, depois de imortalizar as canções de Edith Piaf, agora se prepara para estrear um novo show, em maio, com músicas de Frank Sinatra.
A sensação de “à vontade” a que Bibi se refere é reforçada pelo fato de o amplo apartamento de quatro quartos, biblioteca, sala de televisão e living ser quase que inteiramente decorado com peças de família. “Nunca me preocupei em combinar as coisas, simplesmente fui ficando com os móveis, quadros, objetos e até tapetes persas que pertenceram aos meus pais”, conta. Para evitar a “cara de antiquário”, Bibi de vez em quando sucumbe a algum objeto de desejo, como é o caso dos quadros abstratos do baiano Caetano Dias, que criam um interessante contraste com a mesa de jantar de jacarandá e com os quatro lustres de ferro fundido que pendem sobre ela. Da mesma forma, a dupla de cabinets chineses e o anjo barroco captaram o olhar de Bibi e hoje ajudam a dar um tom eclético à sala de estar.

 

 



Talvez essa seja a razão pela qual a diva optou por não colocar à mostra nenhum dos incontáveis troféus, diplomas ou homenagens que recebeu ao longo dos 74 anos de carreira. Modesta, ela prefere manter tudo o que diz respeito à sua trajetória guardado em uma cristaleira na sala deTV. “Se eu fosse pendurar tudo, não ia ter parede suficiente. Além do mais, não vejo razão para ficar me exibindo, todo mundo sabe que eu ganhei todos os prêmios”, brinca, com um sorriso maroto. A única exceção é o grandioso painel fotográfico chiaroscuro, no qual Bibi aparece como Joana, a protagonista da peça Gota d’Água, de 1977. Feita para uma exposição
em sua homenagem, a foto ocupa de forma dramática toda a parede ao lado do piano de cauda alemão C. Bechstein. O cantinho do piano, aliás, virou uma espécie de palco particular para os ensaios diários de Bibi canta Sinatra. “Tive de bagunçar a sala,mas como estou focada na vida e na obra do Frank Sinatra, vale tudo.”

Notívaga, Bibi costuma varar a madrugada vendo novelas, filmes e programas de TV e depois emenda mais duas horas de leitura antes de ir para a cama, só se levantando no final da tarde para enfrentar pelo menos duas horas de ensaios. “Eu sou movida a paixões”, diz. Não por acaso, o livro Les Tresórs de Sinatra, de Charles Pigone, e o CD que o acompanha, ficam estrategicamente ao lado da estatueta de faiança de Napoleão, outro personagem que a dama considera um ídolo. “Sinatra é uma paixão por motivos óbvios para uma cantora, mas Napoleão me fascina pelo atrevimento e pela capacidade de fazer uma batalha”, afirma. “Afinal de contas, eu sou um tanto atrevida e incapaz de fazer qualquer coisa sem estar apaixonada.” Touché!


 

 

Reproduzido de  Casa  Vogue

 

 

 

 

 

 
Bibi Ferreira canta repertório de Frank Sinatra em novo show

 

 
 
O espetáculo percorrerá as principais cidades do Brasil e será apresentado, no próximo ano, em New York, no Lincoln Center.
 
 
 
 
Em 74 anos de carreira, a grande dama já encarou grandes desafios: cantou Edith Piaf, Amália Rodrigues, Carlos Gardel, Dolores Duran, Chico Buarque, entre outros. Cantar Sinatra não seria diferente. 
Conhecida pela ousadia, ela é a primeira mulher a fazer um espetáculo só com músicas interpretadas por ele.

A idéia do show surgiu de uma brincadeira nos bastidores, em torno de um certo temor que o cantor tinha, que a atriz chama de “efeito Sinatra”: o medo de abrir a boca para cantar e a voz não sair.

Chamado de “A Voz” por sua modulação aveludada, Frank Sinatra tinha especial admiração pela bossa nova e gravou vários sucessos do maestro Tom Jobim.
 
Com Direção Musical e Regência de Flávio Mendes, acompanhada por orquestra de 18 músicos, Bibi passeia pelos principais sucessos de Sinatra e pelas canções de Tom que ele interpretou majestosamente.
 

 

 
Repertório:
 
 
 
1 - Strangers In The Night (Bert Kaempfert / Charles Singleton / Eddie Snyder)

2 - Night And Day (Cole Porter)

3 - Please (Ralth Rainger/Leorobin)

4 - Ol' Man River (Oscar Hammerstein Ii / Jerome Kern)

5 - Nature Boy (Eden / Ahbez)

Autumn Leaves (Joseph Kosma / Johhny Mercer / Jacques Prévert)
Cheek To Cheek (Irving Berlin)
All Of Me (Gerald Marks / Seymour Simons)
Someone To Light Up My Life (A. C. Jobim / Vinicius De Moraes / Gene Lees)

6 - Dindi (A. C. Jobim / Aloisio De Oliveira / Ray Gilbert)
 
7 - All The Way (Sammy Cahn / Jimmy Van Heusen)
The Lady Is A Tramp (Lorenz Hart / Richard Rodgers)

8 - I Get A Kick Out Of You (Cole Porter)

9 - I've Got You Under My Skin (Cole Porter)
 
10 - You Make Me Feel So Young (Mack Gordon / Josef Myron)

11 - Rock Around The Clock (Bill Halley)
 
12 - Fly Me To The Moon (Bart Howard)
 
13 -That's Life (Kelly Gordon / Dean Kay)

14 - Meditation (A. C. Jobim / Newton Mendonça / Norman Gimbel)
 
Quiet Nights Of Quiet Stars (A. C. Jobim / Gene Lees)
Water To Drink (A. C. Jobim / Vinicius De Moraes / Norman Gimbel)
 
15 - My Way (Paul Anka / Claude François / Jacques Revaux)

 

 

 

 
 

 

 

 
Assistir à Bibi Ferreira é um dever que se cumpre com prazer
 
Postado por Rodrigo Monteiro



Bibi Ferreira retorna ao Theatro Net Rio, por ela inaugurado há três anos, com um show inteiro em homenagem ao cantor Frank Sinatra (1915-1998). O espetáculo, com orquestra formada por dezoito músicos, é o último baluarte do romantismo no gênero, agradando ao público de todas as idades, mas principalmente àqueles que acompanharam a carreira da mais respeitada voz da música americana. Com 74 anos de carreira, e ainda em plena atividade, já haveria uma estátua de Bibi em alguma praça muito movimentada em qualquer país em que a cultura fosse valorizada. No que depende da plateia, ainda pode ser assim no Brasil também. Em cartaz às terças e quartas-feiras na zona sul do Rio de Janeiro, a grande Abigail Izquierdo Ferreira completará noventa e três anos de idade no próximo dia 1º de junho. A honra é toda nossa!


Francis Albert Sinatra nasceu em Nova Jersey, nos Estados Unidos, em 1915, começando a carreira como cantor no fim dos anos de 1930 e como ator logo depois, no auge da grande depressão americana. As canções “Fly me to the moon”, “Strangers in the night”, “Night and day”, “My way” e “New York, New York”, além de “Garota de Ipanema”, entre outras, se eternizaram através de sua voz e hoje fazem parte do repertório da cultura ocidental. Sua primeira apresentação no Brasil, no dia 26 de janeiro de 1980, reuniu em torno de 175 mil pessoas no Estádio do Maracanã, o maior público (pagante) em um show musical em todos os tempos até aquele momento. (No Brasil, esse número só foi batido dez anos depois por Paul McCarteney) Conhecido como “A voz”, Frank Sinatra aproximou popularidade e elegância nas canções de seu repertório apresentado ao longo de quase sessenta anos de carreira.


Bibi Ferreira já apresentou espetáculos solo homenageando Edith Piaf (1983) e Amália Rodrigues (2001), além de ter se mantido em cartaz com shows de repertório misto. Nos últimos quarenta anos, desde a sua última aparição como atriz em “Gota d’água”, tem se dedicado à direção de grandes e de pequenas produções. Dona de imenso carisma e de altíssima qualidade vocal, seus shows costumam atrair multidões. Neles a música e a intepretação se dão as mãos nos contornos sutis através dos quais Bibi interpreta as canções e não apenas as canta. O público ovaciona talvez porque se sinta imensamente privilegiado por estar ali.


Em “Bibi Ferreira Canta Frank Sinatra”, o mestre de cerimônias Nilson Raman intercala as canções com curiosidades da vida do cantor americano, relacionando esses trechos ou com o Brasil ou com a própria Bibi. O maestro Flávio Mendes participa momentaneamente da conversa, auxiliando na construção do clima amistoso em que o espetáculo se apresenta. Bibi, em um longo e decotado vestido vermelho, brilha no centro do palco, nos seus graves, nos seus agudos e na impressionante extensão de sua voz e na perfeita afinação, mas também no modo ágil com que dá a ver o ritmo das piadas, no jeito elegante como convida o público a participar e sobretudo nos gestos pequenos, econômicos mas não menos claros e pontuais. Maravilhoso!


Bibi Ferreira é para as artes o que foi Pelé para o futebol com o acréscimo de que ela continua plena em seu campo de jogo. Dever para quem se diz lidar com as artes, assistir-lhe é excelente programa para todos. Aplaudi-la é uma honra.


PS.: O fechamento do Teatro Bibi Ferreira do Rio de Janeiro (Rua Visconde de Ouro Preto, 78, em Botafogo), acontecido em maio de 2013, é uma pena! A dedicação quase exclusiva da programação do Teatro Bibi Ferreira de São Paulo (Av. Brigadeiro Luiz Antônio, 938, no Bela Vista) aos stand-up comedies também.


FICHA TÉCNICA
Roteiro: Bibi Ferreira, Flávio Mendes e Nilson Raman
Direção Musical e Regência: Flávio Mendes
Cenografia: Alexandre Murucci
Iluminação: Mário Martini
Realização: Montenegro e Raman
 

 

 

 

 

 

 

 

 

Visite a Comunidade Bibi Ferreira no Orkut: AQUI

Criada pelo talentoso ator e historiador Bernardo Schmidt a "Comunidade  Bibi Ferreira" disponibiliza   gravações de grandes espetáculos de Bibi  - uma preciosidade, já que todas estão fora de catálogo ou esgotadas há muitos anos.

Blog: 

http://bernardoschmidt.blogspot.com/

O competente trabalho de pesquisa e  excelente texto de Bernardo Schmidt fazem do blog  um ponto de visita imperdível!

 

 

 

 

 

 

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Data de Atualização: 23/10/2015

 

 

Música: Bibi Ferreira canta "Castigo"  -  musical "Brasileiro, profissão esperança"

 

Imagem de abertura: edição by Angela Glavam

 

Todos os elementos que decoram esta página foram criados por Angela Glavam.

 

 

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