3.  "La Môme Piaf"

 

 

Envergando um vestidinho preto, simples e despretensioso, que se tornaria uma de suas marcas registradas, a moleca de rua transformou-se na cantora oficial do Le Gerny's.

Coube também a Leplée a escolha do nome que a tornaria famosa, "La Môme Piaf", que significa, na gíria, "pardalzinho" - uma designação perfeita para a jovem de aparência frágil e voz poderosa.

Mas, no palco, uma força extraordinária e um poder de sedução emanavam daquela figurinha de apenas 1,47 de altura. A voz pura e emotiva mantinha o público cativo.

Por intermédio dela, a música de rua entrou no cabaré e a desconhecida Edith tornou-se um sucesso, aplaudido pela elite de Paris: Maurice Chevalier, Mistinguett, Fernandel, Jean Mermoz, Joseph Kessel .

A convite de Jacques Canetti, que lhe ofereceu um contrato de 3 meses, fez apresentações na Radio Cité, onde cantava e "conversava" em pessoa.

Era o início de uma nova vida!

Na casa de Leplée conheceu pessoas importantes, entre outros, o poeta Jacques Bourgeat, que se tornaria seu amigo e confidente.

Motivado pelo sucesso imediato da Môme, Leplée decidiu apresentá-la às gravadoras.

Em 1936, Piaf gravou o seu primeiro 78 rpm, "Les Mômes de la cloche".

Seguem-se "Les hiboux", "La fille et le chien", "Reste" , "Je suis mordue", " Mon amant de la coloniale", de Raymond Asso e Marguerite Monnot e "La jolie Julie", entre outros.

Mas, a tragédia já espreitava Piaf.

Num momento em que apostava numa carreira de sucesso, Leplée foi assassinado e ela intimada a dar explicações.

A homossexualidade de Leplée sugeria um crime passional.

Durante semanas ela foi o centro de atenção da imprensa: "Em torno desse drama construía-se um romance de folhetim do qual eu era a heroína, sem dúvida pitoresca, mas, absolutamente antipática."

Haviam se passado apenas 6 meses desde que, transformada em Môme Piaf, deixara para trás a vida de moleca de rua.

Ela tinha então 20 anos e o destino a empurrava de volta ao universo de sua adolescência.

                                                

 

Piaf conseguiu driblar o escândalo e, em poucos meses, retomou sua carreira, desta vez com a ajuda de Raymond Asso, um ex-legionário que decidira se lançar nos meios musicais parisienses.

Raymond Asso ficou encantado com Edith e dedicou-se a ajudá-la a melhorar sua maneira de apresentar-se em público.

 

Trabalhando com a compositora Margueritte Monnot, Asso escreveria um dos primeiros sucessos de Edith Piaf, "Mon légionnaire" canção que, antes de se tornar parte do repertório de Piaf, fora cantada por Marie Dubas.

 

Foi também o início de uma relação conturbada - Asso estava apaixonado pela Môme, mas, como mentor, era extremamente exigente, e lhe impunha um esforço de trabalho considerável. Ensinou-a a se movimentar, a falar, a escrever e a ler.

 

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Música: "Sous le ciel de Paris" -  voz de Edith Piaf

 

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